O que fazer diante da expectativa da volta (Parousia) de Jesus

A Igreja do Senhor Jesus tem preservado as palavras dEle durante milênios e isso tem feito dela uma voz profética de Deus em todas as gerações. Uma das doutrinas basilares da Fé Cristã é a da “volta de Cristo / parousia”. A Igreja está apegada a essa promessa e ela tem ajudado o povo de Deus a superar os momentos mais difíceis da história. É preciso que se lembre constantemente dessa promessa: “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia” (Hb 10.25).

O texto que selecionamos faz parte do capítulo 24 de Mateus, em que Jesus responde à pergunta dos discípulos: “Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?” (v.3). O capítulo trata da destruição de Jerusalém, da vinda de Cristo e da Grande Tribulação. É no bloco final (vs. 36-51) que desejamos refletir, buscando entender qual deve ser a nossa atitude em relação à Sua volta.

1. Precisamos ter uma atitude positiva em relação à sua promessa de voltar (vs. 38-39)

“[…] e, quando tudo estiver pronto, virei buscá-los, para que estejam sempre comigo, onde eu estiver” (João 14.3 NVT)

O alerta de Jesus é que precisamos ter cuidado para não nos tornarmos como a geração dos dias de Noé:

  • A ênfase principal recai sobre o fato de essa geração viver como se jamais houvesse de chegar ao fim a atual ordem das coisas;
  • Era uma geração absorvida em si mesma, sem tempo para Deus;
  • Os interesses comuns da vida — comer, beber, casar — impediram as pessoas de ouvir a mensagem de Noé e obedecer;
  • Ao viver em função das coisas boas da vida, perderam o melhor (Wiersbe).

O texto paralelo em Lucas (Lc 17.28) adiciona uma referência ao caso de Ló — o que demonstra a impiedade que prevalecerá no futuro.

2. Precisamos estar em estado de vigilância

“Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o Seu Senhor” (v.42)

Aqui Jesus nos dá a dica do que fazer: precisamos estar alertas. A ideia parece ser “sede diferentes de outros que pertencem a este mundo”. “Portanto, tenham cuidado com a maneira como vocês vivem, e vivam não como tolos, mas como sábios, aproveitando bem o tempo, porque os dias são maus” (Efésios 5.15-17 NAA).

Estar preparado a qualquer momento para a volta de Cristo é a primeira responsabilidade de cada cristão. Cada geração deve considerar a possibilidade de estar vivendo nos últimos tempos. Essa esperança é um motivo que nos purifica, vivifica e nos guia (1 Jo 3.1-3; 1 Ts 5.23). Vigiar não significa esquecer os deveres diários; antes, melhorar aquilo que fazemos em nossas tarefas diárias (Lc 12.35-48).

3. Precisamos nos manter fiéis

“Quem é, pois, o servo fiel e sensato, a quem seu Senhor encarrega dos de sua casa para lhes dar alimento no tempo devido?” (v.45)

Manter-se fiel não pressupõe uma atitude passiva, e sim ativa, diante da volta do Senhor. A nós foi confiado algo enquanto Ele não vem. O servo fiel se mantém ocupado, cumprindo fielmente as suas tarefas — assim está preparado para quando o seu Senhor chegar (v.45). No infiel (v.48) havia algo de errado no coração: ele parou de esperar a vinda do Senhor e viveu como alguém do mundo.

A preparação é constituída de espiritualidade centrada em Cristo! A Parousia envolve implicações morais em grande número: vigilância, mordomia e fidelidade. Quando o Senhor voltar, precisamos ser encontrados bem ocupados com coisas dignas dos que são discípulos do Messias (v.44). Devemos ser sábios, fiéis e vigilantes (1 Co 15.50-58; 1 Ts 4.13-18).

Referências: Comentário Bíblico Pentecostal (CPAD); F.F. Bruce, Comentário Bíblico AT e NT (Vida); D.A. Carson, Comentário Bíblico Vida Nova; E.F. Harrison, Comentário Bíblico Moody; Wiersbe, Comentário Bíblico vol. 5; Bíblias ACF, NVI, NVT, NAA.

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